quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

















tanta gente disposta a
obscuridades
difícil é manter a
cor
nesses dias de
cinzas

terça-feira, 8 de dezembro de 2009


vozes

veladas do veludo

voluptuoso das violetas

violadas

vasos

vazantes de ventres

vorazes varrem

da vida as valas

terça-feira, 24 de novembro de 2009

inspiração de volta à dança

tremo fingindo temer
observo olhando sem ver
estranho o hábito a me morrer
renasço persistindo em sonhar
componho desejando esvaziar
danço a palavra a me respirar
expiro fingidarte a me conjugar

e de tanto temer ver morrer sonhar esvaziar respirar conjugar
fez-se tão mais sua a vida que tinha

sábado, 7 de novembro de 2009





A IMAGINAÇÃO SUPEROU A ARTE;
E O ENGENHO, O SENTIMENTO.
Fernanda Lisbôa.

domingo, 1 de novembro de 2009

sonos, sonecas e sobre os olhos bistecas


tanta porrada nos olhos durante a semana que chega a sexta e estou semizumbi ou algo entre vampírica e algum processo de possessão daquela coisa tipo espumando pela boca girando em 360º a cabeça e revirando os olhos avermelhados acho que dormi na sexta e só acordei hoje domingo deveria estar escrevendo fervendo novamente os miolos colocando em luta livre tico e teco num ringue com gel ou algo como cafeína para esquilo ficar doido e sair em processos espiritualistas psicografando na tela do computador e riscando as paredes quando acabassem os papéis e os brancos do word até desperdiçar as unhas em rubro e chegar-se à capa aquela das quebradas do filme jogos mortais... se bem que até ter tempo de lixá-las elas estavam bem daquele jeito... deveria ter tirado uma foto... andar de ônibus realmente salvou parte da minha vida... é incrivelmente menos estressante (já que não preciso usá-lo em horários de pico de movimento), dá tempo para lixar as unhas, ler, ouvir música, reparar na fauna exuberante que compartilha o transporte, e consegue ser mais fresquinho... já que a maioria dos busão tem ar-condcionanado e gela até a alma mais do que um carro até conseguir arrefecer o ar e torná-lo gelado em uma corrida curta... ainda por cima deixo de colocar em rotação mais um carburador de dióxido de carbônio... a natureza respira melhor o nosso respiro... sim, escrever sobre coisas aleatórias é a melhor forma de acordar para um final de semana que passou oniricamente sem texto... eu e lua, minha gata satélite, comíamos, evacuávamos e dormíamos como em uma espécie de ritual religioso restaurativo da sanidade... estamos curadas em nossa vitalidade, mas ainda saboreando o capital pecado da preguiça... assim me vim aqui perder algumas palavras como quem deixa perder um pouco de si mesma como a um vestígio, como um pedaço de pão no caminho, para deixar aos passarinhos a trilha que quer mas não poderá resgatar... tropeço entre uma letra e outra na exatidão trôpega com que serpenteia um bêbado andarilho, procurando na rota alterado sem rumo um momento para chamar de lar... apagando a realidade até dizer-se estou aqui e isso é o que me interessa... com um pouco de assunto e um nada concreto para evidenciar em narrativa já edifiquei um domingo, cujas pistas deixei de um final de semana que só agora se mostra para mim ido quando concluo com um ponto final.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Let's celebrate my party - meu níver seu desníver


cabaret do beco 203

quinta-feira

8 de outubro

follow the lights...

meet me there!

sparkling YaY!

domingo, 27 de setembro de 2009

chuvoso derrubado domingo

gosto da ideia de não saber e sem te conhecer já sei tudo de ti desde o começo

meu sentimento é sincero de longa data e não te peço nada a não ser sorriso e apreço

sou louca desvairada dos desconhecidos enamorada e se é meu amigo daqui a pouco te esqueço

para te conhecer de novo em outro contexto

se está feliz contigo dou risada

se está triste arranco flores do vazio da tua terra sem estrada

se está indiferente melhor assim porque perco o amigo mas não a piada

se for fêmea nossos cheiros só disputam olfato se sem tato mostrar-me altivos caninos

se for macho perigo é confundir meu riso e carinho, eles não pertencem a gênero, espécie ou reino, dos monera aos animalia, todos recebem meu mesmo respeito, não, homem, eu não disse peito

sou assim leve fácil volumetricamente líquida contida em todos os espaços vazante na foz em delta até em outros momentos contraditoriamente ser de outro jeito

tanta leveza tanta risada tanta luz sob minha cara apagada

e ainda me pego aqui sentada a escrever sobre amigos sozinha atada no cordão da narrativa enrolado ao pé desse que em angústia me enforca chuvoso derrubado domingo

e de que também me adianta meu próprio drama se não constatar a minha escolha de quanto mais trama mais escrita para meu enredo

nem que seja o do desassossego